Jacobina: Qual a tendência dos próximos anos?

Jacobina: Qual a tendência dos próximos anos?

A cidade do ouro, dos ventos, dos calçados, do turismo, dos esportes radicais, a cidade empreendedora, que cresce se rejuvenesce, mas que falta ousar ainda mais. A partir de 2004 com a reabertura da JMC à época com a DSM, hoje gerida pela Yamana Gold Inc. o município passou a ter novas perspectivas, naquele mesmo ano chegava a Free Way – Fábrica de Calçados. A partir de então há sim um antes e depois, porém isso já é passado, precisamos saber qual é o direcionamento para o futuro.

O Junco viu a cultura da mamona ficar no ostracismo e se reinventou com as distribuidoras de cosméticos e possui um comércio relativamente movimentado, Novo Paraíso perdeu a cultura do licuri, luta para fortalecer a cultura da mandioca, do mel e vê se ampliar o comércio da localidade, além do comércio de leite. Itaitu deixou de ser uma comunidade rural para ser uma potência turística em expansão, mas fica uma pergunta: expansão do turismo ou de um mercado imobiliário que não privilegia a historicidade da Vila. É louvável a chegada de novos empreendimentos imobiliários, mas que não impacte no patrimônio histórico, isso precisa ser pensado e efetivado. Lages do Batata é uma potencia econômica, tem água, tem sisal, tem arenito, tem vento, mas a comunidade está consciente disso e tem recebido investimentos em capacitação na comunidade para que haja de fato um desenvolvimento permanente?
Caatinga do Moura, só tem doce de banana? Evidentemente que não, é a comunidade em que o associativismo e empreendedorismo andam juntos desde 2006, mas que é preciso sim, levar à comunidade a viabilidade de alavancar o agronegócio.

Existe uma Jacobina desconhecida dos jacobinenses, onde a sede do município não se comunica de forma empreendedora com o interior, onde o poder público e entidades de classe precisam sim, criar câmaras técnicas com um olhar inclusivo. A maioria das pessoas que vivem na sede do município não conhecem a profundidade do potencial do interior, e aqueles que têm seus negócios nos distritos e povoados faltam-lhes ousadia em mostrar seu grande potencial.

Para os próximos anos necessitaremos de duas ferramentas que surgem a partir do poder público, mas que há a necessidade de diálogo com a sociedade, que são o PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) e o PPA (Plano Plurianual), estas ferramentas de gestão tão necessárias, mas que os distritos nunca foram convidados a participar dessa construção. Nosso PDDU por exemplo é de 2006, já está obsoleto e precisa ser revisto, o PPA tem validade de 04 anos, e o que necessitamos é de propostas plausíveis construídas para além da retórica, para além da teoria, é preciso se evidenciar na prática.

Vila de Itaitu

O Município enquanto ente federativo, precisará em sua gestão rever posicionamentos, afinal este município terá em alguns anos o maior parque eólico do mundo, tem a segunda maior jazida de ouro do Brasil, tornou-se de fato um pólo de saúde (público e privado) e educação, tem o comércio mais forte do centro-norte do estado, a arrecadação de ISS e ICMS comprova isso, e para que continuemos em uma curva ascendente, caberá ao poder público algo muito além de atrair investimento, é fazer com que estes investidores permaneçam e alavanquem suas frentes em nosso município.

INFORMA SERTÃO/ Clayton Luz

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