Lula Livre, é realmente sinal de um Brasil unido e promissor?

Lula Livre, é realmente sinal de um Brasil unido e promissor?

Os próximos meses, e o comportamento político-social do Brasil, dirá muito sobre o processo eleitoral de 2022. Não resta dúvida de que Luiz Inácio Lula da Silva é a maior figura política do Brasil no século XXI, contudo o reflexo da sua absolvição no mercado econômico e na credibilidade do Brasil na política externa, há sim um impacto geopolítico.

A liberdade política do ex-presidente mexe diretamente com o anseio de alguns possíveis futuros parceiros, caso Lula seja um candidato vitorioso em 2022, como também a partir de agora os atuais aliados ficarão reticentes em investir por aqui. Um país em que a suprema corte tenta condenar um magistrado, hoje ex-juiz Sérgio Moro, coloca também em questionamento o combate à corrupção, afinal se Lula não é culpado de nada, mostra ao menos um sistema totalmente corrompido em todas as áreas dos 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores, portanto é bom lembrarmos que tudo leva a crer que Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Renato Duque e Cia, todos serão soltos, uma vez que não trata-se apenas sobre o mandatário do PT, mas de colocar em xeque também todas as ações da Operação Lava Jato.

A partir de agora a guerra comercial entre Estados Unidos e aliados x China e seus aliados, pelo mercado brasileiro será sem precedentes, pois trata-se de um dos maiores mercados consumidores do mundo, que vive em declínio econômico justamente por conta do aspecto da administração pública da nação. Com Lula Livre de fato, o dólar subiu, a dúvida do mercado externo é inevitável, e preparemo-nos para alta em todos os segmentos do comércio, por outro lado há sim quem aguarde com fervor um terceiro governo do petista, isso representaria para muitos a oportunidade de retomada do crescimento, e é aí que está a incógnita.

Lula terá realmente a capacidade de atrair o mercado externo? Com exceção de China e Rússia, o mercado realmente dará votos a Lula? Digo, votos de confiança! As interrogações estão aí, diante de um país fragilizado por um presidente que tenciona sua relação com diversos setores, filhos que só atrapalham, mas que algo é certo, um presidente que mesmo nos seus piores momentos continua tendo altos índices de popularidade, isso Lula nunca enfrentou antes, o que ele enfrentava era a desconfiança do empresariado com sua capacidade de gestão, a eleição de 22 será briga de bicudos em um país dividido, e que, nenhum dos dois tem a capacidade de unir os brasileiros, continuando a sermos apenas uma república de bananas.

INDORMA SERTÃO/ Clayton Luz
Foto: Nelson Almeida/AFP

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