Brasil: Saúde, desemprego e fome

Brasil: Saúde, desemprego e fome

A pandemia está aí tirando vidas, enlutando famílias, e transformando nossos dias em uma verdadeira roleta russa. A COVID-19 deixará sequelas na educação para os próximos 15 anos, na economia o prognóstico é que os próximos 8 anos sejam de uma verdadeira gangorra, onde não teremos índices otimistas, na saúde este impacto é estrondoso, afinal o vírus desafia a ciência, divide opiniões na classe médica, deixa sequelas em inúmeros pacientes, surgem variantes de todo lado, além dos abalos emocionais que estão marcando milhões de pessoas, percebe-se então, o quanto estamos longe de um fim vitorioso, pois está claro que precisamos viver e conviver com este mal.

No lado oposto ao das lutas causadas nos últimos 12 meses, estão as sequelas sociais como, empresas fechando, desemprego aumentando, gente com fome, gente em desespero, pois quando imaginávamos que estava atenuando a situação, voltamos à estaca zero, com recordes em número de mortes diariamente, e os governantes atônitos buscam por vacina, por medidas restritivas cada vez mais duras, contudo, tais medidas estão “apertando os sapatos” de quem já vinha cambaleando.

O Mês de Janeiro apontava um crescimento na geração de empregos no Brasil, com mais de 260 mil contratações formais, o PIB do primeiro mês do ano foi positivo, porém estamos enfrentando agora males múltiplos; queda na economia, aumento do desemprego, aumento de pessoas contaminadas e o pior, a fome e a morte dando a tônica de um país que vive como refém de uma grande guerra política.

Só quem perdeu um amigo, um colega de trabalho ou um familiar sabe o que o coronavírus pôde destruir os sonhos e planos de quase 300 mil famílias, por outro lado só quem sente a barriga apertar, vê o relógio bater ao meio dia e os filhos não terem pão na mesa, só quem não tem emprego sabe que as contas chegam e o credor pressiona, e o povo se vê também pressionado, sem saber de que lado ficar ou de que lado está. Apenas duas coisas são certas a Covid mata e a fome mata, mas enquanto isso quem manda prefere tencionar e alimentar suas brigas e seus interesses escusos, pois num lugar sem governo, o desgoverno impera, e o povo como gado continua sendo tangido e se diz livre.

INFORMA SERTÃO/ Clayton Luz

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