Como fica o setor de eventos no “pós-pandemia”?

Como fica o setor de eventos no “pós-pandemia”?

Atenção, fique sabendo que utilizar o termo pós-pandemia referindo-se à ideia de futuro é totalmente errado, pois já vivemos o período desde que a Organização Mundial de Saúde decretou ao mundo que estávamos todos no mesmo barco de restrições, que nos impôs novos-velhos hábitos de higiene e distanciamento social, contudo a questão é, como será o comportamento de algumas atividades quando as mesmas forem permitidas?


Um dos maiores palestrantes do Brasil aderiu aos treinamentos online

Sem sombra de dúvidas o setor de eventos e entretenimento são os mais afetados até o presente momento, e definir a partir de qual instante terão suas atividades retomadas é algo ainda impensável. É loucura percebermos gestores públicos afirmando normalizar o período de carnaval em 2022, quando não sabemos ainda sobre o comportamento da variante delta, há tambem a discussão sobre a necessidade ou não de uma terceira dose. Nosso maior exemplo é capital baiana, Salvador tem o maior carnaval de rua do mundo, e infelizmente a cidade vive um surto de rotavírus em que autoridades de saúde e imprensa da capital ficam todos com a boca no saco, quando a situação é gritante. Está mais do que provado que o coronavírus e a alta densidade demográfica têm uma correlação, por outro lado é necessário que todos entendam, teremos sim que conviver com o vírus, portanto, costumes como máscara, higienização das mãos e distanciamento social podem durar anos.

No último final de semana os Estados Unidos registrou mais de 170 mil casos da variante delta, milhões de pessoas já estão isoladas em suas casas na China, e pensando sobre o mercado artístico, entretenimento e de eventos diversos, como será o futuro destas atividades? Saúde preventiva e eventos terão que caminhar juntos, a exigência por comprovação de imunização e testagem, parece ser algo inevitável se quisermos encarar esta nova realidade, pois as festas de largo continuam com sua realizações ameaçadas pela doença. Desde 2015 os shows no Brasil já sinalizavam os Teatros como novos ambientes e talvez de fato sejam, diminuindo a quantidade de espectadores e aumento o custo para ver a um espetáculo, restringindo a arte e deixando-a limitada a quem tiver grana, o que é absurdo.

Na Europa e Ásia a cerca de duas décadas que já existem shows por holograma, o que demonstra que ciência e tecnologia andarão juntos com o entretenimento, imagine aí vc ter o seu artista dentro da sua casa, não pense que isso é distante, pois em Brasília bem antes da pandemia já teve shows da Legião Urbana, com a “presença” de Reanato Russo. O mercado de palestras já deu lugar aos treinamentos online pagos, tornando as redes sociais e gestores de tráfego na internet, ferramentas e função indispensável a quem quer chegar ao maior número possível de pessoas. Mesmo antes de pensar em grandes eventos, é hora de pensar em como pode levar até as pessoas a diversão e o entretenimento, talvez bem mais necessário do que as pessoas se deslocarem até o seu evento, seja o seu evento chegar às pessoas.

INFORMA SERTÃO/ Clayton Luz

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