Racismo a versos e reversos

Racismo a versos e reversos

E quem diria que o ano de 2022 ainda veríamos uma pauta tão tosca, rasa e provinciana. E por falar em província o assunto realmente nos remete ao passado de absurdos gloriosos. Não quero me ater ao tema racismo reverso, se existe ou não, isso na verdade é uma escrotidão de gente sem grandeza de alma, pois se estamos no maior país cristão do planeta redondo ou plano, deveríamos sim não fazer acepção de pessoas como Cristo nos ensinou. Cristo foi julgado por ter sido criado na galiléia, por não ter ido às grandes escolas teológicas até os seus 12 anos e dar um show de conhecimento ante os doutores da lei, foi julgado por sentar e comungar com os samaritanos, ouviu discursos de fariseus, saduceus, zelotes e escênios, absolveu prostitutas, adúlteros, e diferente do que o grande mestre do amor nos ensinou, nós continuamos a pecar, cometer os mesmos erros seculares, sendo que Ele disse a Maria Madalena, “vai e não peques mais”.

Num país que faltam escolas de qualidade, segurança pública, saúde de qualidade para todos, salários justos a servidores, oportunidades com possibilidades a empreendedores, respeito aos mais velhos, respeito aos diferentes de toda sorte, o grande parecer do maior jornal do país é, se existe racismo reverso? Não sei do conceito de cada um, mas o que falta mesmo é amor e empatia. Falta a gente se colocar no lugar do negro, do branco, do gordo, do magro, do crente, do católico, do espírita, do rico, do pobre, do judeu, do palestino, do russo, do americano, do nordestino, do mineiro, do carioca, do gaúcho, da mulher, do homem, do pai de família, da mãe que é pai e mãe, da criança indefesa, do patrão, do empregado, do escravo e do livre, pois até a liberdade é limitada.

Esse é o maior país cristão do mundo, e certamente o mais hipócrita, o mas desigual, e as vezes desumano, simplesmente expondo pessoas pra levantar bandeiras que são erguidas de acordo o resultado do jogo sujo “de um estado que não é nação” já dizia Manfredini, pois no fim das contas o que precisamos é reverter os papéis e imaginar-se no lugar do seu semelhante.

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